
V I N D I M A S
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( no OESTE de Portugal )
De oiro ou negro vestidas
entre parras multicores
grávidas plenas de encanto,
escondidas mas adornadas
cachos de uvas encastradas
das videiras são cortadas
pró festival dos odores.
Pelos vinhedos afora,
Vamos lá a vindimar
Cachos cheios, bem carnudos.
Cestas, grupos, na labuta
Andam todos a cantar
P’ra enganar a canseira
Até à noitinha entrar.
Os lagares andam gemendo
Parindo sucos ferventes
Que chiando dia e noite
Em danças elaboradas
Colheita boa, bom grau
São horas de gargalhadas.
Na despedida, alegria
É festa p’ra encerrar
“Adiafa” noite a dentro
Comer, dançar e cantar.
Cheirinhos da minha infância
Que trago dentro do peito
Como é bom lembrar... sorrir...
À hora em que me deito.
Manuela Silva Neves
ALUENA
30/09/2007
Lisboa - Portugal
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IN: http://jardinsdepoesia.com.sapo.pt/VINDIMAS.htm
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